Federação de Badminton E PARABADMINTON do Estado de São Paulo
30/07/2008

China deve surpreender com o Badminton em Pequim


Anfitriã dos Jogos Olímpicos, a China não mede esforços para vencer o duelo com os Estados Unidos e se impor, em casa, como a líder do quadro de medalhas. Não se trata de uma disputa com caráter político – em que pesem as diferenças entre o capitalismo de Washington e o comunismo de Pequim, prevalece um clima de cooperação e distensão – mas da vontade de confirmar, também nas quadras, pistas, campos e piscinas, a força do país que mais cresce economicamente no planeta.


E, para tal, a nação de 1,3 bilhão de habitantes não mediu esforços. Quem associa o sucesso esportivo do país vermelho à ginástica artística de Li Ning e Li Xiaopeng, ao vôlei feminino, saltos ornamentais e às modalidades de origem oriental, como badminton e o tênis de mesa pode se surprender ao ver atletas de olhos puxados no pódio de disputas em que, até Atenas, os chineses não dispunham de qualquer tradição.


É o caso do mountain bike feminino. Embora grande parte dos cidadãos chineses (em especial os camponeses) utilizem a bicicleta como meio de transporte, o destaque da China nesse tipo de prova era praticamente nulo.


Ajudado pela política de detecção de talentos e por uma estratégia agressiva de levar os principais nomes a competições como o Campeonato Mundial e às etapas da Copa do Mundo, o país colhe os frutos do esforço. Ying Liu, de 23 anos, chegou a liderar o ranking da União Ciclística Internacional (UCI) em 2007 e hoje é a quinta melhor do mundo. Fato impensável nos tempos de Guerra Fria, ela se destaca pedalando uma bicicleta Specialized, projetada nos EUA. Jingjing Wang, de 27 anos, é a 22ª do ranking e também largará em busca de uma medalha.


Os amantes do tênis certamente não esperavam que Jie Zheng chegasse às semifinais do Torneio de Wimbledon, sendo batida apenas pela vice-campeã Serena Williams. A atleta de 25 anos e 1,65m não é propriamente uma novata no circuito profissional: foi campeã de duas competições do Grand Slam em 2007, jogando em dupla com a compatriota Zi Yan (Wimbledon e Aberto da Austrália). A parceria é apontada como a principal rival das irmãs Williams na briga pelo ouro.


Se o vôlei masculino chinês nunca conseguiu o mesmo sucesso do feminino, os Jogos de Pequim podem ser a oportunidade ideal para mudar o panorama, ainda que na areia. A dupla Xu e Wu é a quinta do mundo e foi derrotada apenas pelos brasileiros Márcio e Fábio Luiz (também garantidos na Olimpíada) na etapa de Marselha do Circuito Mundial. Entre as mulheres, duas duplas prometem dar trabalho às brasileiras: Tian Jia/Wang (nº 2 do ranking) e Xue/Zhiang Xi.


EXEMPLO

Nos três casos, a idéia é repetir a façanha de Liu Xiang, que até os Jogos de Atenas, era praticamente um desconhecido. Poucos acreditavam que um velocista chinês fosse capaz de brilhar numa prova que favorece o biotipo de atletas de descendência africana, como os 110m com barreiras. Ele não apenas chegou ao ouro – o primeiro de seu país na modalidade –, como igualou o recorde mundial do britânico Jonathan Edwards.



Fonte : http://www.superesportes.com.br/ed_esportes/006/template_esportes_006_98591.shtml



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