Federação de Badminton E PARABADMINTON do Estado de São Paulo
29/04/2012

Daniel Paiola fala sobre as suas chances para as Olimpíadas de Londres

O atleta Daniel Paiola fala sobre as suas chances em participar das Olimpíadas no estadão.com.brVeja a reportagem :

Brasileiro do badminton faz as contas para ficar na lista de espera de Londres

Daniel Paiola está na 86.ª posição no ranking mundial e lamenta o amadorismo do esporte no País

28 de abril de 2012 | 15h 45
Paulo Favero - estadão.com.br

SÃO PAULO - Daniel Paiola é o melhor brasileiro no ranking mundial de badminton. Ele ocupa atualmente a 86ª posição, mas isso não o classificaria para os Jogos de Londres. Na esperança de aparecer uma vaga, ele conversou com a reportagem do estadão.com.br e falou sobre as perspectivas para os próximos anos e sobre a dificuldade em praticar no Brasil um esporte que tem pouco reconhecimento, ao contrário dos países do leste asiático, que costumam dominar as premiações nos principais torneios.

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Daniel Paiola ocupa atualmente a 86.ª posição - Divulgação
Divulgação
Daniel Paiola ocupa atualmente a 86.ª posição

Como está sua situação para disputar os Jogos de Londres?
Na realidade minha situação não é das melhores, devido ao fato de eu estar disputando as últimas vagas. As alterações semanalmente do ranking mundial me favorecem algumas vezes e em outras me complicam. Assim, fica difícil dar uma certeza se estou classificado ou não. Mas, de todo modo, a chance é apenas na lista de espera. Alguns países tem regras internas: mesmo se o atleta estiver classificado para os Jogos e não estiver numa boa colocação no ranking da competição, ele pode não disputar. Um exemplo disso é a Holanda. Lá, o atleta de badminton estaria classificado, mas ele já falou que não participará dos Jogos, por causa de regras internas do país. Teremos de esperar para ver.

Existe a possibilidade de você ser convidado através do wild card, já que o Brasil será sede da próxima Olimpíada?
Não tenho ideia de como funciona o sistema para se ganhar um wild card. Fiz tudo que foi possível e não estou contando com isso.

Quem são os atletas que disputarão as medalhas em Londres?
No masculino, eu vejo uma épica final entre os dois maiores jogadores dos últimos tempos, Lee Chong Wei, da Malásia, atual nº 1 do mundo, e o chinês Lin Dan, que já foi quatro vezes campeão mundial e campeão dos últimos Jogos Olímpicos em Pequim. No feminino, penso que as medalhas ficarão com as chinesas, por causa da hegemonia que elas vêm mostrando. Atualmente, as chinesas ocupam a primeira, segunda, terceira e quarta posição no ranking mundial. Será uma enorme surpresa se outro país surgir com a medalha de ouro. Já nas duplas, o nível está parelho entre muitos países como China, Coreia do Sul, Dinamarca, Japão e Indonésia. Não vejo favorito e sim uma grande disputa. Será emocionante.

Qual a dificuldade de jogar badminton no Brasil?
A maior dificuldade que vejo é em relação ao amadorismo do esporte. Atualmente é impossível viver do badminton no Brasil.

Você disputou o Mundial no ano passado na Arena Wembley, mesmo local que serão as partidas de badminton nos Jogos de Londres. Como são as instalações?
Perfeitas. O local é próprio para a disputa dos Jogos. Todos os atletas elogiaram a estrutura e em relação a ginásio e acomodações ninguém terá problema algum. As arquibancadas são muito próximas das quadras e dá para sentir o calor da torcida. Com certeza o clima será o melhor possível para o badminton.

A menos de cem dias para os Jogos, como você vê Londres para a Olimpíada?
Muito preparada. É uma cidade que já está acostumada a receber grande frequência de turistas e eventos, por isso não vejo problemas.

Por último, se não for desta vez, sonha em participar dos Jogos de 2016?
Caso não seja dessa vez, vou querer tirar um tempo livre de viagens e torneios. Os últimos quatro anos foram muito desgastantes. Praticamente quatro anos sem casa, indo e vindo atrás de uma boa preparação e torneios. Quero muito continuar jogando e defendendo o país, mas ao longo desse ciclo olímpico eu aprendi bastante. Por isso, caso eu for tentar me classificar para 2016, quero fazer da minha maneira e certo do começo ao fim.

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